Notas de segunda-feira
Bardot, nossa dogo argentino, vulgarmente conhecida como Fezes, precisa de novo nome. Depois de se soltar misteriosamente e destruir parte do jardim novinho da Mansão Benigna, chamar-se-ia Katrina. Agora, depois de desfazer novamente o engate de sua correia, se lambuzar inteira em terra preta e amanhecer alva feito camiseta de comercial de sabão em pó, precisa de nova alcunha. Já pensei em McGyver, Carrie, a Estranha e Mãe Diná. Mas o concurso “Dê um nome para nosso ET†está lançado.
Genial como só ele sabe ser, o Brasil agora divide sua nação de ignorantes indefesos nos eixos do Bem e do Mal. Quem vai votar NÃO é amante de armas, quem vai votar SIM é pela vida. E segue a ladainha de que a democracia brasileira está sólida e de que o povo aprendeu a votar.
O Jornal Hoje acaba de noticiar que um garoto matou um colega, dentro de sala, acidentalmente, quando mostrava duas armas aos colegas. Sabe-se que as armas foram adquiridas há dois anos, por duzentos reais cada uma. A Globo só não investigou, ou não quis contar, qual foi a loja legalizada que vendeu as armas ao rapaz.
Delúbio Soares acaba de dizer, em entrevista, que “as denúncias de corrupção vão virar piada de salãoâ€. Depois ainda tem gente que acusa o cara de nunca falar a verdade…
Os blogs “do Josias de Souza†e “do Fernando†encabeçam as manchetes do UOL. E ainda tem gente torcendo o nariz e fazendo “hummmm†pra quem mantém blogs na Internet…
A pior coisa de estar em casa, sem tevê a cabo, é ouvir aquela voz legal comentando o filme da Sessão da Tarde: “Agora essa turminha vai viver altas aventuras e loucas armações!â€
Alguém tem, de cabeça, o nome do remédio pra depressão pós-parto? Falo do meu.
Brainstorming: Não há nada mais anti-romântico do que, no motel, escolher os discos românticos que se quer que ela ouça. Aliás, há sim, algo mais anti-romântico: vinho Peter-brum do frigobar ou Mioranzas e Galiottos comprados na lojinha de conveniência próxima ao motel.
Não estranhe, estou ouvindo um discaço chamado Sexy Vibes.
Brainstorming 2: a música é sempre espontânea nos filmes. Cenas de amor, mesmo numa cabana dos Alpes, sempre têm à disposição um Chet Baker ou um Damien Rice por perto. Já que você não tem, finja que aquele Eagle Eye-Cherry ou aquela Billie Holiday tocando assim que ela entra no carro estavam tocando ao léu, despretensiosamente. Isso é metade da conquista, meu caro. A outra metade é saber dançar.
É, ainda estou ouvindo Sexy Vibes, sozinho.
Cadê você, Meu Amor, que não chega?…