Violação de Privacidade ou Atentado ao Pudor?

Ricardo Noblat informa, via G1, que o desembargador que havia tirado o YouTube do ar voltou atrás. Agora liberou novamente, mas ordenando que se proíba a disponibilização do vídeo pornô light de Daniela Cicarelli, no qual dizem (não assisti) que seu namorado, o desempregado Tato Malzoni, lhe aplicava um tubo daqueles. À massa de 6 milhões de desentubados que ficou sem acesso aos vídeos do site, resta saber que, se o casal flagrado na Espanha fosse o da imagem de baixo, visivelmente desprovido de heranças paternas ou pensões de ex-marido milionário, o cacete – upa! – tinha baixado no cocuruto dos dois. Não que fazer um sexozinho dentro da caixa d'água, num sabadão de sol, não tenha seu valor, mas há ninhos de amor melhores, admita-se.

Noblat comenta, cheio de razão, que se houve realmente violação, não foi de privacidade. Tutty Vasques comenta que, com a interdição (censura, vai) do site, milhões de brasileiros ficaram sem ter o que fazer no trabalho. Eu comento que, comparado à cobertura cansativa da eleição para Presidente da Gangue, digo, Câmara Federal, feito há dias por Noblat e sua equipe, o assunto Cicarelli até que entra – ôpa – melhor. Até porque com essa gama de opções (eleição na Câmara e Daniela fazendo sexo em público) é sempre bom ficar com a opção em que a gente curte um sexozinho apaixonado, sem precisar fazer parte da cena.

No caso do embate Aldo x Chinaglia pela presidência do Parlamento, é o que aconteceria com a gente. E o que é pior, na passiva. Pense bem.

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