Notas e links
Fernanda Vasconcelos, que interpreta a Nanda da novela Páginas da Vida, está a apenas 20 décimos de segundo do tão sonhado índice para participar dos Jogos Panamericanos do Rio 2007. Especialistas e atletas experientes calculam que Nanda chega lá com mais duas ou três carreiras daquelas que tem dado em frente à câmera.
Já Regina Duarte, a principal expectadora dos piques de Nanda, se limita a fazer cara de "eu tenho medo". Nanda é bem mais bela do que Lula, mas não adianta. Helena tem medo.
Fran Pacheco conclui, após cinco dias de cobertura non-stop da cratera de São Paulo: "Num país em que até o metrô anda desabando, o buraco só pode ser mesmo mais embaixo".
Levante as mãos aos céus, cidadão amazonense. Se metrô subterrâneo desaba em São Paulo, imagine o que poderia acontecer em Manaus com o metrô de superfície de Alfredo Nascimento!
Uma moça teve seu cabelo roubado num ônibus no Rio de Janeiro. Três homens lhe levaram documentos, dinheiro e todo o longo e liso cabelo que ela tinha. Não acredita? Então clica. A TV Globo já estuda uma forma de abordar o assunto num dos próximos jantares da casa de Tide, personagem de Tarcísio Meira em Páginas da Vida. É a vida real, pintada em cores manoecarlianas.
Na Inglaterra é o Celebrity Big Brother que faz barulho, pois acusações de racismo contra uma das participantes estariam chegando à polícia. É que alguns expectadores ouviram alguém chamando Shilpa Shetty, uma linda indiana, de cachorra. No Big Brother Brasil, um loiro chama uma loira de "Porrrta" o tempo todo. Sorte dele que nem ela nem seus representantes na sociedade entenderam ainda o adjetivo carinhoso.
Pedro Doria, do excelente weblog dOMínimo, descobre o que eu já sabia há mais de 2 anos: Barack Hussein Obama. A depender dos americanos, possivelmente o próximo presidente. Tem Hussein e Ob(s)ama no nome, é verdade, mas eu já assisti um de seus discursos e tive vontade de ser americano só pra votar nele. Visite o Pedro Doria e confira um trecho do discurso de indicação de Kerry.
Pra quem gosta de animação e boas idéias, vale a pena. Bruno Bozzetto mostra as diferenças e semelhanças entre a União Européia e a Itália. E as semelhanças entre a Itália e o Brasil.
A Terra Magazine revela que uma estatal paulista comandada por um tucano doou 500 mil ao instituto iFHC. O ex-presidente já teria arrecadado, junto a amigos de vinho francês, mais de R$ 3 milhões.
Nem bem o consórcio de empreiteiras responsável pelas obras do viaduto de SP concretaram as paredes do buraco mais falado do momento (Cicarelli é passado) para evitar acidentes, já há publicidade nas dependências da cratera. Meninas da Red Bull distribuíam a bebida a funcionários das equipes de resgate. Com a recente proibição da publicidade externa na cidade, os publicitários andam procurando qualquer buraco pra faturar um. Literalmente.
Rafael Corrêa, que venceu as eleições apoiado por Chavez, tomou posse no Equador falando em revolução rápida e justiça social, finalmente. Ou seja, lá vem merda. Mas o mais emocionante da cerimônia foi ver Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, prestigiando a festa. A América Latina desce, assim, mais alguns degraus, rumo ao rêgo do mundo.
Janeiro 18th, 2007 at 17:11
Não tenho de quem perguntar, por isso vou perguntar de ti. Cachorro é o único animal que gruda?
Janeiro 18th, 2007 at 22:10
Senhor Claudemir, no momento nosso sistema se encontra fora do ar. O senhor poderia estar ligando para o senhor Daniel Veloso para estar tirando sua dúvida. A redação dO Malfazejo agradece sua ligação, que é muito importante para nós.
Janeiro 18th, 2007 at 22:40
Em “San Paolo”, cidadezinha da urgência, de gente muito da ansiosa, o povo parece que se acostumou às fatalidades. Qualquer que seja o rombo na conta, o desvio e a desordem, passa-se a borracha por cima, tudo dando lugar a novos desencontros com a vida sofrida. Parece que a rapidez dos fatos os acostumou a esquecer. Povo político, muito se preocupa em eleger os governantes; não pelos feitos e melhorias para a sociedade, mas para si, de modo muito individualista, o que pensam ser bom e como interiorizam seus falsos sorrisos e promessas. A gente se sente tão miudinha diante das coisas, porque tudo é feito num ar empoleirado, bonito e complicado. Burocracia da carochinha. Parece que quanto mais se quer isolar o documento, mais o idioma se encerra em ungüento. Pois quanto menos se digere a palavra, mais ela se reserva aos que domam seu significado. Eita povo que se diverte! Montanha-russa é apelido por lá. A TV muito os entretém também: se não fala babozeiras – com “z” porque o som me agrada mais do que a grafia de fato -, muito enaltece o crime e o caos, deixando todos perplexos em suas casinhas, com medo de tudo fazer, onde quer que seja. Não faz muito tempo, a TV tinha por intuito trazer cultura, qualidade e crítica. Hoje, Cabo é questão de sobrevivência para uma gente que tudo acha chique. Acende uma luzinha no centro, “que lindo!”. Coloca uma árvore aqui, outra lá, “é naquele que vou votar!”. Dia desses, abriu-se um rombo não sei como no raio dos infernos. Tudo tão de súbito, engoliu carros, ônibus e os moradores que por lá passavam. Disse a TV que era uma obra do metrô; então, os corpos foram encontrados um a um… Não passou nem dois dias de tumulto, as bordas do buraco começaram a se desprender do solo. À medida que isso ocorria, mais o tal buraco se revelava uma galeria escura, profunda e sem lugar para botar os pés. Crianças que foram brincar por lá, sumiram sem deixar pista. Mais alguns dias, e o diâmetro do buraco aumentou, engolindo casas, ruas e tudo o mais que estava a seu redor. Pois foi numa única noite que se deu o holocausto: quando todos estavam muito cansados – por seus trabalhos robóticos -, entretidos com o pornô ou, para variar, nem se deram conta da magnitude. San Paolo foi totalmente tragada para dentro de algo que mais parecia um vórtice. Os helicópteros que sobrevoaram a área puderam ouvir gritos e ruídos de toda espécie, um prenúncio a uma grande mancha negra e vazia. Horas depois, quando tudo silenciou, as câmeras gravaram grunhidos irreconhecíveis aos autos da ciência moderna. O local foi deixado para trás… Disseram alguns filósofos que o próprio povo pediu por isso: um buraco para se enfiar de vez. Marcel Dias Pitelli http://www.marcelpitelli.com.br
Janeiro 19th, 2007 at 01:52
Ismael, obrigada por me colocar a par das "deliciosas" novelas brasileiras, todas elas, as da Globo e as do Planalto central !!!
Janeiro 19th, 2007 at 17:01
Normalmente eu leria o texto do Marcel acreditando que se tratava de Realismo Fantástico, num estilo de Kafka, Saramago ou Jorge Ben Jó, misturado com José de Alencar e Castro Alves influenciado pelo Marcelo Yuka(Rappa/Furto). Mas fiquei na dúvida se não se trata de um texto jornalístico retratando um fato… Seu Ismael, Liguei para o senhor Daniel e fui informado que ele está na Venezuela fazendo uma matéria com o Huguinho pra colocar no seu blog. A secretária eletrônica dele, depois de agradecer minha ligação, me retornou para esse ponto. O senhor poderi me responder a pergunta? É só o pobre do cão que tem esse constrangimento após a foda?
Janeiro 26th, 2007 at 17:06
Isso mesmo, Claudemir; um texto jornalístico, mas que termina como uma ficção muito endiabrada. (risos)